Festa do Boi Falô, em Barão Geraldo, reúne mais de 2 mil pessoas

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Mais de 2 mil pessoas participaram, na Sexta-Feira da Paixão, da tradicional Festa do Boi Falô, em Barão Geraldo. O evento acontece há 21 anos e reúne a comunidade do Distrito, com apoio da Secretaria de Cultura e da subprefeitura. O prefeito em exercício, Henrique Magalhães Teixeira, o secretário de Cultura, Nei Carrasco e o de Esportes e Lazer, Dario Saadi, participaram da festa.

Este ano, o Boi Falô contou com a ajuda de mais de 50 voluntários, que contribuiram para o sucesso da festa. Além de homenagear o boi, o ponto alto do evento é a distribuição gratuita do macarrão. Foram mais de mil quilos da massa, 450 kg de molho, 30 kg de queijo, 30 kg de sardinha e 800 litros de refrigerante.

Antes da distribuição, o alimento foi abençoado pelo padre da Paróquia Santa Isabel, Monsenhor Roberto Fransolin, que disse que tudo o que é bom e agradável merece nosso elogio. “Que o dia de hoje seja marcado de muita alegria e harmonia”, disse.

Henrique Magalhães salientou a importância da festa para a cultura local. “Barão tem muitas histórias e essa lenda do Boi Falô eleva muito o valor histórico da região. Temos sempre que lembrar a nossa história; para termos um bom futuro, precisamos conhecer o nosso passado”, disse. O prefeito em exercício também parabenizou as pessoas envolvidas no sucesso da festa.

O público também contou com a apresentação dos grupos Violas Campinas, Paula Nunes e Zé Capitão e o grupo de Teatro Savuru.

A lenda

A lenda do Boi Falô nasceu em 1888, na fazenda Santa Genebra, de propriedade do Barão Geraldo de Rezende. Um dos escravos que trabalhava nas plantações de cana-de-açúcar e café foi obrigado pelo capataz a ir ao pasto e atrelar um boi para arar a terra, em uma Sexta-Feira Santa.

Esse escravo, chamado Toninho, um rapaz franzino e muito obediente, foi então colocar a canga no animal, que estava deitado sob uma frondosa árvore. Por mais que o escravo insistisse, o boi não saia do lugar. Neste momento o animal olhou para o escravo, deu um mugido alto e disse: “hoje é dia santo, é dia do Senhor, não é dia de trabalho”. O escravo saiu correndo para sede da fazenda, gritando: “o boi falô, o boi falô!”

Segundo a lenda, o capataz ainda teria tentado castigar Toninho pela insubordinação, mas ele correu para a Casa Grande à procura do Barão Rezende que, ao ouvir seu relato, teria lhe dado razão e ordenado que ninguém trabalhasse naquele dia.

O escravo passou a trabalhar dentro da casa por muitos anos, até sua morte, e, em consideração aos seus bons serviços, acabou sendo enterrado junto ao túmulo do Barão, no Cemitério da Saudade, em Campinas.

A lenda faz parte do folclore do Distrito de Barão Geraldo. O túmulo do escravo Toninho é um dos mais visitados no dia de Finados, principalmente por aquelas pessoas que querem alcançar uma graça.

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Fotos: Álvaro Jr.

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