Fale de um jeito que as pessoas queiram ouvir

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por Andrea Jordão

Estamos vivendo em um contexto diferente na comunicação. Nem bom, nem ruim; diferente. Diferente ,não nos problemas, que continuam sendo os mesmos – timidez, autocritica, vergonha (bullying), medo, desconhecimento de si próprio e de seus talentos, entre outras dificuldades na comunicação – como diz Thais Alves em seu livro “Comunicação”, ainda fazem parte da nossa história. Mas, podemos ser diferentes nas soluções, mesmo contando com a tecnologia a nosso favor. Ainda assim, precisamos saber exatamente o que falar, para não ficarmos a esmo em um discurso vago, sem ouvintes conscientes.

Não existe uma solução definitiva em um mundo em constante mudança. O que precisamos, talvez, seja parar de enxergar só problemas e ir de encontro às soluções.
A comunicação é o meio de sobrevivência no nosso mundo. A voz humana é o mais antigo instrumento de comunicação. Com ela, falamos de amor ou iniciamos uma guerra. E, mesmo assim, com todo esse poder em mãos, ou melhor, na voz, muitas pessoas passam uma vida toda falando sem serem ouvidos.

Enquanto estivermos pregando nossos discursos com os “pecados capitais da comunicação”, que são: a fofoca, os julgamentos, a negatividade, as reclamações, os exageros, os dogmatismos, e muitos outros que existem, talvez continuemos a viver nesse mundo de “discurso para boi dormir”.

O que necessitamos, embora já saibamos disso e não praticamos, é colocar em prática nosso poder de ação. Então para um bom discurso, que tal um bom vocabulário, um bom texto, um bom tema, uma boa voz. Que tal valorizar o instrumento que nos é dado gratuitamente e usarmos para um bom e belo discurso.
Comunicação é um “tema muito sério a ser discutido”. Muitas vezes não é fácil entender o outro ou nos fazermos entender. Mas, se o discurso é importante pra você, faça-se ser ouvido.

Use algumas ferramentas a seu favor. Sim! Ferramentas que nos são dadas e que guardamos em uma caixa e esquecemos no fundo do baú. Podemos abrir essa caixa e trazer essas ferramentas para nosso benefício.

São elas:
1.A voz – Treine-a, para que ela seja confortante e atraente para os ouvidos alheios. Caso não saiba, procure um profissional para ajuda-lo.
2.A entonação – ela que da sentido na conversa. Falar em uma nota só entedia, dispersa seu ouvinte, fica monótono (Que está sempre no mesmo tom) .
3.Ritmo – As vezes, no meio de uma conversa você pode ter ritmos diferentes para chamar a atenção de seu ouvinte. As vezes entusiasmado, mais rápido, as vezes lentos com tom mais baixo.
4.Volume – Cuidado com o volume, nem alto, nem baixo, respeite o ambiente e o ouvido de quem está próximo. Faça-os se interessarem pelo seu assunto. Você pode estar feliz e querer irradiar isso a todos e não há problemas nisso, só respeite o outro e não seja inconveniente.
5.Leia muito. Leia de tudo, qualquer tema; quanto mais ler , mais conteúdos temos para discursar.
Seja a sua plateia gigantesca ou uma única pessoa, o propósito não pode ser prejudicado. Faça-se importante. Espalhe ao mundo uma comunicação que todos ouçam conscientemente.
“Fale de um jeito que as pessoas queiram ouvir”.

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*Andrea Jordão é professora e comunicadora

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