Mestre do violão Marco Pereira nos concertos do final de semana; no domingo, é de graça

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O músico Marco Pereira, um dos mestres do violão, participa como solista dos concertos da Orquestra Sinfônica de Campinas neste final de semana, no Teatro Castro Mendes. As apresentações acontecem no sábado, com ingressos a R$ 30 e R$ 15. Excepcionalmente neste domingo, a entrada será gratuita, com distribuição dos ingressos uma hora de antecedência do início dos espetáculos. Na regência, o conhecido maestro Carlos Moreno.

O repertório destaca obras dos compositores brasileiros Osvaldo Lacerda (Abertura nº 1), Villa-Lobos (Sinfonietta nº1), além de peças do próprio solista (Abertura Brincantes, Suíte das Águas, Círculo dos Amantes, Violão Vadio).

Natural de São Paulo, Marco Pereira estudou violão com o mestre uruguaio Isaias Sávio, no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo. Na França, recebeu o título de Mestre em Violão Clássico pela Université Musicale Internationale de Paris e defendeu tese sobre a música de Heitor Villa-Lobos, no Departamento de Musicologia da Universidade de Paris-Sorbonne. Na Espanha, obteve dois prêmios em importantes concursos internacionais, Concurso Andrés Segóvia (Palma de Mallorca) e Concurso Francisco Tárrega (Valência). Recebeu o prêmio Sharp em dois anos consecutivos: Melhor Arranjador de MPB em 1993 e Melhor Solista/Melhor Disco Instrumental 1994. Gravou com os mais importantes artistas do cenário musical brasileiro, produziu trabalhos didáticos que incluem livros e CDs, e lançou vários discos. Em 2012, fez em São Paulo a estreia de sua obra “Lendas Amazônicas – Fantasia concertante para dois violões e orquestra”. Em 2017, fez a première do seu “Concerto Calunga, para violão e orquestra” na Rússia, tendo como solista Eduardo Isaac.


O regente
Maestro da Orquestra Acadêmica Mozarteum Brasileiro, Carlos Moreno foi regente titular da Orquestra Experimental de Repertório (2014-2016), da Orquestra Sinfônica da USP (2002-2008) e da Orquestra Sinfônica de Santo André (2009- 2013). Começou a estudar piano aos seis anos e posteriormente violino. Atuou como violinista na Orquestra Sinfônica Nacional da Universidade Federal Fluminense por 10 anos e regeu pela primeira vez uma orquestra aos 15 anos. Venceu em 1998 o V Concurso Latino-Americano para Regentes, da OSUSP, foi laureado em 2003 com o Prêmio Carlos Gomes. Em 2006, com a OSUSP, recebeu o XI Prêmio Carlos Gomes na categoria Melhor Orquestra Sinfônica. Sua trajetória é marcada pela interpretação de importantes ciclos sinfônicos, como os Choros de Camargo Guarnieri, as sinfonias de Beethoven, Brahms, Tchaikovsky, Schumann, Villa-Lobos e suas Bachianas Brasileiras e as sinfonias de Anton Bruckner. Dedica-se atualmente à pesquisa e projeto de execução de todas as obras sinfônicas de Almeida Prado.

As obras
Grande expoente do movimento nacionalista, Camargo Guarnieri utilizou as escritas de Mário de Andrade para moldar sua linguagem. Além de compositor, foi também professor e escreveu importantes livros que servem como caminho para a formação de músicos. Faleceu aos 84 anos de idade e deixou um legado que deu face à música erudita brasileira.

Segundo o pesquisador Leonardo Augusto Cardoso de Oliveira, sua “Abertura nº 1″possui uma energia vibrante que permanece do início ao fim da obra.
Um dos compositores de música erudita mais conhecidos no Brasil, Villa-Lobos tem uma produção extensa e significativa para a cultura nacional. “A ‘Sinfonietta nº1’, escrita quando o autor estava finalizando seus estudos formais, traz a consolidação de elementos da música popular carioca e da produção erudita”, destaca o estudioso.

Sobre as obras de Marco Pereira que serão interpretadas nos concertos, os comentários são do próprio autor. A “Abertura Brincantes” para orquestra de câmara é uma espécie de scherzo onde o compositor trabalha com elementos da música folclórica infantil (pequena citação do tema ‘Atirei o pau no gato’ na parte central da peça), como também de ritmos tradicionais como o maracatu, o frevo, o baião e a toada.

A “Suíte das Águas” é uma fantasia concertante para violão e orquestra sobre temas de Dorival Caymmi. O mundo de Caymmi é apresentado através de temas consagrados de sua obra: “A Lenda do Abaeté”, “A Jangada voltou só” e “É doce morrer no Mar”.

A obra “Círculo dos Amantes” possui como marca o hibridismo entre a música erudita e a música popular. Ela contém duas partes, sendo uma primeira parte principal com um caráter que se aproxima da música erudita e uma segunda parte caracterizada pela linguagem da música popular.

A peça “Violão Vadio” é um tributo de Marco Pereira a um dos alicerces do violão e da música brasileira: Baden Powell. Em forma de suíte, esta “Fantasia Concertante” para violão e orquestra traz além de “Violão Vadio” outras três composições de Baden: “Canto de Ossanha”, “Consolação” e “Berimbau”. Das canções que Marco Pereira utilizou nessa “Fantasia Concertante”, a primeira delas, “Violão Vadio”, foi feita em parceria com Paulo César Pinheiro. As demais são parcerias de Baden Powell com Vinicius de Moraes.

Programa

OSVALDO LACERDA (1927 – 2011)
Abertura Nº 1 (1972)

HEITOR VILLA-LOBOS (1887 – 1959)
Sinfonietta No.1, A115 (A memória de Mozart)
Allegro justo
Andante non troppo
Andantino

MARCO PEREIRA (1950)
Abertura Brincantes

Suíte das Águas

Círculo dos Amantes

Violão Vadio

Serviço
Orquestra Sinfônica de Campinas
Carlos Moreno, regente
Marco Pereira, solista (violão)
Quando:
sábado, 5 de agosto, 20h
domingo, 6 de agosto, 11h
Onde: Teatro Castro Mendes (Praça Correa de Lemos, s/n. Vila Industrial. Campinas). Telefone (19) 3272-9359.
Ingressos:
Sábado – R$30,00 (inteira), R$ 15,00 (estudantes, aposentados), R$ 10,00 (professores das escolas públicas e privadas de Campinas e das cidades da Região Metropolitana, pessoas com mobilidade reduzida e portadores de deficiências), R$ 5,00 (estudantes das redes municipal e estadual).
Domingo: entrada gratuita. Os ingressos serão distribuídos com uma hora de antecedência.
Classificação indicativa: 6 anos.

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