Boa nova

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O mundo em que a morte de centenas ou milhares ainda é notícia, e que a tragédia ainda choca, ainda nos causa indignação, sinaliza que o critério da notícia como algo pouco comum, inusitado, ainda é seguido pela mídia. Por pior que seja a realidade apresentada pelos meios de comunicação, o que pode nos consolar é saber que as notícias boas, em maioria, nem sempre viram notícia justamente porque não se enquadram no critério da raridade. Mas há uma boa nova que resiste ao tempo e a qualquer critério de divulgação. A boa nova de uma Páscoa em que a pedagogia do amor resiste e reside no convite de renovação. Renovação, independentemente de credo, raça, partido político, time de futebol.  Se inovar é essencial, renovar é visceral. Porque o prefixo “re” exige a transformação de algo que já existe. É olhar para o caminho trilhado para buscar nova rota, é ver na atitude tomada a necessidade de pedir perdão ou perdoar, é sentir o peso do fardo para buscar leveza, é ver o quanto mudou e ainda é preciso mudar. Sempre e a partir da certeza que há sim um “chegar”. O aprendizado do amor, que tudo renova, nos mostra como e onde.

Hebe Rios

Editora-chefe

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