Dia de combate à hipertensão lembra a relação com doenças cardiovasculares

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Fonte e texto: Assessoria de Imprensa

No próximo dia 26 de abril é celebrado o Dia Nacional de Combate à Hipertensão Arterial, data que alerta para a importância do combate à essa doença silenciosa e que pode resultar em complicações cardiovasculares. A hipertensão é uma doença silenciosa que atinge 36 milhões de brasileiros, sendo mais de 60% idosos. A condição é preocupante pois a hipertensão está diretamente relacionada com a ocorrência de eventos cardiovasculares, como infarto e AVC.

Muitas idas ao banheiro à noite podem indicar hipertensão

Um recente estudo divulgado em março no Congresso Anual da Japanese Circulation Society revela que adultos que urinam uma vez ou mais por noite têm maior probabilidade de ter pressão arterial elevada, em comparação com aqueles que dormem a noite toda, sem a necessidade de ir ao banheiro.

Entre os participantes do estudo, que tinham em média 64 anos, cerca de 45% tinham pressão alta, que no estudo foi considerada como maior ou igual a 140/90 (mmHg). Os participantes também responderam a um questionário, onde 69% relatou ter noctúria, que é a necessidade de levantar para urinar durante a noite. Cerca de metade desses indivíduos tinham hipertensão. A partir desses dados, os cientistas calcularam que aqueles que urinavam uma vez ou mais por noite eram 40% mais propensos a ter pressão alta em comparação com aqueles que não tinham eventos noturnos.

Os riscos da insuficiência cardíaca

Outra doença cardiovascular que está intrinsecamente ligada à hipertensão é a insuficiência cardíaca, uma das doenças crônicas de mais difícil diagnóstico. A IC ocorre quando o coração não consegue bombear sangue suficiente para atender às necessidades do corpo. Consequentemente, o fluido pode se acumular nas pernas, pulmões e em outros tecidos pelo corpo, o que causa falta de ar, inchaço dos membros inferiores e fadiga, entre outros sintomas.

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo e também entre os brasileiros. Segundo dados da SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia), mais de 380 mil pessoas morreram em decorrência de doenças cardiovasculares em 2017, responsáveis por mais de 30% dos óbitos registrados. Os principais fatores de risco são: sedentarismo, obesidade, hipertensão, diabetes, estresse e níveis elevados de colesterol no sangue.  

Álvaro da Silva Júnior

Jornalista, Fotógrafo e profissional de Marketing e Comunicação Integrada.

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