Exposição sobre Rodin no Instituto CPFL

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Fonte: Assessoria de Imprensa

Fotos: Matheus Pichonelli

A exposição “Figura e Modernidade: Rodin no acervo da Pinacoteca de São Paulo” levou mais de 3.700 visitantes à Galeria de Arte do Instituto CPFL, em Campinas, desde a sua abertura, em 20 de março. O local abrigará, até 29 de julho, a coleção completa da Pinacoteca referente ao artista francês, composta por 10 esculturas originais e 76 fotografias documentais.

Do total de visitantes, quase metade (1.875) compareceu ao local através do agendamento de grupos escolares de crianças e jovens, estudantes universitários e diversas instituições. Essas visitas  tem duração média de 1 hora e 15 minutos e ainda podem ser agendadas para grupos de até 45 pessoas pelo e-mail monitoriainstitutocpfl@gmail.com ou pelo telefone (19-3756-8000).

A exposição tem a curadoria de Valéria Piccoli, curadora-chefe do museu e conta com recursos educativos desenvolvidos pelo NAE – Núcleo de Ação Educativa da Pinacoteca, para uso autônomo, que estimulam a participação do público de todas as idades, criando novas relações com as obras.

Segundo a curadora, a exposição é uma oportunidade de conferir o conjunto completo da obra de Rodin adquirida pela Pinacoteca, e que nem sempre fica exposto no museu paulistano. “O recorte tem essa importância. Alguém de São Paulo pode ver em Campinas obras que não estão acessíveis lá. A Pinacoteca tem 12 mil peças, nem sempre dá pra mostrar tudo.” (leia a entrevista com ela em https://bit.ly/2PrIwfb).

Piccoli define Rodin como um artista que abriu as portas para a modernidade. “A gente pode ver isso na exposição, a maneira como ele pegava uma escultura, idealizava um monumento, como ele trabalhava e fazia com que ela virasse outra coisa. Isso abriu as portas de fato para a modernidade, para que a escultura virasse uma especulação formal e abordasse outros assuntos além da estátua comemorativa do herói ou do fato histórico”, diz. “Ele desfez estes limites e permitiu que o século 20 pudesse explorar e desenvolver outros materiais, outras formas.”

Nesse contexto, as fotografias que integram a exposição, de acordo com a curadora, representam aspectos fundamentais para compreender a obra de Rodin. “Era uma tecnologia muito recente na época. O Rodin usava muito a fotografia no seu processo de concepção, de composição. Em algumas delas a gente vê uma intervenção dele; ele pedia para fotografar, ia lá, rabiscava em cima da escultura para entender a mudança do volume, as sombras, o que precisava acentuar. Isso fazia parte do processo de criação dele.”

O horário de funcionamento da exposição é, de segunda e terça, das 9h às 18h, de quarta a sexta, das 9h às 19h, e aos sábados, das 10h às 16h. A entrada é gratuita.

Hebe Rios

Editora-chefe

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