Reitor da Unicamp fala ao Gazeta de Barão sobre os equívocos do Ministério da Educação

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Em entrevista ao site Gazeta de Barão o reitor da Unicamp e presidente do Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas), Marcelo Knobel, demonstrou muita preocupação com as recentes decisões do Governo Federal determinando o contingenciamento de verbas do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e do Ministério da Educação, causando impacto orçamentário sobre universidades públicas federais e bolsas de mestrado e doutorado dos programas de fomento da Capes.

Para Knobel, a explicação dada pelo governo não procede, sob vários pontos de vista, como o econômico, por exemplo, tão anunciado pelo ministro da educação, Abraham Weintraub, na comparação feita por ele entre contingenciamento e chocolate. Não é produtivo nem lógico, segundo o reitor, suspender ou prejudicar o andamento de pesquisas em curso, em universidades que custam bilhões ao governo, se for levada em conta, por exemplo, apenas a folha de pagamento. A economia está sendo feita do lado errado da balança. O que o governo diz que é pouco, é de fato pouco representativo para as contas do próprio governo, mas não para as contas das universidades, que não podem dar andamento a pesquisas com o corte orçamentário anunciado.

Knobel disse ainda que falta conhecimento por parte do governo, e até mesmo da sociedade, de como as universidades funcionam, o que fazem e como prestam contas ao Tribunal de Contas do Estado ou União. Uma falha, em certo ponto, da própria comunidade acadêmica, que muitas vezes fica reclusa no mundo universitário e dá menos importância do que deveria à comunicação do que realiza.  E não é pouco, segundo o reitor.

A universidade não forma estudantes apenas, mas é responsável por pesquisas que podem mudar o presente e o futuro, não havendo sociedade que tenha superado problemas e crises sem investimento em ciência, tecnologia e educação superior pública. O reitor afirmou ainda que o dia 15 de maio é um chamado à reflexão e ao diálogo, sem ser necessário paralisar atividades.  É preciso mostrar ao governo e à sociedade que sem uma universidade pública forte o país não terá futuro.

Veja a entrevista na íntegra

Hebe Rios

Editora-chefe

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