Um pouco de educação lhe cairia bem

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Protestos tem mobilizado milhares em torno da causa da educação. O jogo de palavras, fazendo ver contingenciamento onde há cortes palpáveis de verbas não tem convencido quem sabe que tirar da educação é transformar o já muito pouco em nada. Mas, o que também espanta é a falta, ou a nenhuma educação, no trato com as palavras, principalmente no diálogo com o outro que é uma espécie de janela até o cidadão comum. Esse outro é a imprensa. Na Folha de São Paulo do dia 12 de agosto o jornalista Eugênio Bucci e a advogada Taís Gasparian deixam claro que “de posse de informação de interesse público, o jornalista tem o dever ético de publicá-la. É disso que trata a atividade da imprensa, goste-se ou não”. O dever da imprensa e suas palavras também compõem o universo da educação, não formal, num país ainda repleto de pessoas que buscam no noticiário uma maneira de aprender um pouco, seja de economia, política ou cidadania. Educação é também aquele conceito dos valores do berço, cultivados com muita luta e dificuldade por quem não teme a trabalhosa tarefa de criar um filho, neto, sobrinho, uma criança. Educação é ainda o que verdadeiramente transforma um ser humano e o faz sair do fosso que escraviza para a planície que liberta. Pena que no horizonte, seja da imprensa ou do cidadão comum, e de todo aquele que valoriza a educação, exista quem a veja apenas como uma palavra sem ação, não sentindo sua falta talvez porque nunca tenha chegado a conhecê-la de fato, em cada uma de suas múltiplas nuances.

Hebe Rios

Editora-chefe

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