Instituto Anelo comemora 20 anos com sede própria

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Do Distrito do Campo Grande, Jardim Florence I, em Campinas, vem a música em arte e educação para mais de 4.500 jovens, que por ali passaram dentro de 20 anos. A vitória de Luccas Soares, fundador do Instituto que começou numa viela do bairro e depois ocupou um espaço alugado, ganha casa própria na Rua Vicente de Marchi, 718.

Hoje foi dia de abrir o espaço para a imprensa conhecer e relatar à comunidade o sucesso de um projeto, sem fins lucrativos, que oferece aulas gratuitas de música. A antiga Base da GM foi cedida pela prefeitura no ano passado. A nova sede tem salas de aula, auditório, área administrativa, cozinha, sala de reuniões, área de serviço, banheiros e depósito, em 300 metros quadrados. Foi reformada graças às contribuições de empresários e doações da comunidade.

Luccas lembrou a generosidade de cada doador, como a funcionária de uma loja do bairro, que ao vê-lo comprando um pacote de pregos, pedido por um técnico da obra durante a reforma, se ofereceu para pagar. “Ela disse – tá ficando tão bonito; eu posso pagar essa caixa pra ajudar?”.

Foram 4 meses de reforma, 250 mil reais gastos, com todo esforço necessário para não extrapolar o orçamento, apesar de custos imprevistos. Para driblar as dificuldades, Luccas contou com uma competente equipe de engenheiros e arquitetos, além de todos que de forma voluntária ou por meio de patrocínio fizeram nascer o novo Anelo.

Ele destacou durante o evento as contribuições mensais de empresários da região, da comunidade e até de Igrejas, beneficiadas pela formação de músicos no bairro, para a sobrevivência até hoje. Mas, para a obra, foram também muitas doações, de 2 reais até 60 mil reais. Agora, o projeto Instituto Anelo – Plano Anual 2020, passa a contar com a CPFL Energia como patrocinadora master e a Unimed Campinas como patrocinadora, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Para entender a importância da história de 20 anos do Instituto, houve uma apresentação do Anelo 6teto, formado por professores do Instituto, e que esteve na África do Sul ano passado num importante festival para formação de músicos, em Mukanda, o Standard Nacional Bank Youth Jazz Festival. Este ano (se a epidemia do novo corona vírus não impedir) o grupo deve ir para a Itália, em função de uma parceria com a cidade de Arcevia, na região central do país, que sedia o Arcevia Jazz Feast e onde o Instituto esteve em 2018. Também se apresentou o quarteto Elos, que este ano também participa do festival da África do Sul e é formado por professores e um ex-aluno do Instituto Anelo.

Vitórias que trazem a responsabilidade de realizar com ainda mais profissionalismo e dedicação o sonho de centenas de jovens de uma região marcada por problemas estruturais urbanos e sociais, mas também sedenta por educação e cultura. Luccas considera esta apenas a segunda etapa de uma obra maior. A intenção é construir um teatro para pelo menos 500 lugares no terreno ao lado da nova sede, já que a região não tem e até mesmo Campinas carece de espaços de arte e cultura. “Nosso auditório ficou ótimo, mas só a nossa orquestra ocupa metade do espaço. Nós precisamos de um local para fazer as apresentações e receber o público”.

Ao fim, Luccas agradeceu o apoio da imprensa, que registrou muitos momentos da trajetória de 20 anos. Parte deles compõe o acervo de memórias do Anelo. “Sem a imprensa de Campinas nós não existiríamos”, ressaltou.

Ouça a entrevista com o fundador do Instituto Anelo:

Por Hebe Rios

Hebe Rios

Editora-chefe

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