História de Barão Geraldo

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  • Biografia

Nobre e proprietário brasileiro Geraldo Ribeiro de Sousa Resende, filho do senador Estêvão Ribeiro de Resende, marquês de Valença, e de Ilia Mafalda de Sousa Resende, Geraldo de Resende recebeu a fazenda Santa Genebra como herança. Casou-se em 1876, com sua prima Maria Amélia Barbosa de Oliveira, filha do conselheiro Albino José Barbosa de Oliveira, proprietário da fazenda Rio das Pedras, e de Isabel Augusta de Sousa Queirós, filha do brigadeiro Luís António de Sousa Queirós. As duas fazendas, Santa Genebra e Rio das Pedras, deram origem ao distrito de Barão Geraldo, em Campinas, assim chamado em sua homenagem.

O barão de Geraldo de Resende era conhecido por ser um grande produtor de café do Estado de São Paulo e ao mesmo tempo um grande escravocrata, conhecido por punir exemplarmente seus escravos pela menor desobediência.

Geraldo de Resende era amigo íntimo de D. Pedro II, exercendo na Corte o cargo de comendador da Ordem de Cristo. Foi vereador em Campinas entre 1883 e 1886, pelo Partido Conservador, e deputado geral do Parlamento Nacional, pouco antes da Proclamação da República.

Em decreto de 19 de junho de 1889, recebeu de D. Pedro II o título de barão de Iporanga, que a seu pedido foi modificado para barão de Geraldo de Resende. Após a Proclamação da República, retirou-se da vida política e passou a se dedicar à cultura de café em sua fazenda, a Santa Genebra. Geraldo de Resende ficou conhecido como o “Barão do Café”. Sua fazenda, na época, era considerada modelo de inovação, com maquinaria avançada e modernas técnicas agrícolas.

Os filhos e noras de Geraldo de Resende moravam na corte ou em Paris, e ele vivia apenas com a esposa Maria Amélia. Em função dos grandes gastos com a família e com seus empreendimentos. Contam, na versão popular e não oficial, que o Barão Geraldo de Rezende teria se suicidou na sede da fazenda de sua propriedade em Campinas, em 1 de outubro de 1.907.

O Barão Geraldo teria tomado veneno quando perdeu a sua Fazenda Santa Genebra. Na versão oficial, no entanto, diz que o Barão faleceu devido a um colapso cardíaco ao ver a sua fazenda Santa Genebra, a qual tinha dedicado parte de sua vida, ser tomada por hipoteca Para saldar as dividas contraídas pelo Barão Geraldo quando da construção da Estrada de Ferro Funilense, que ligava a atual cidade de Cosmópolis (antes Fazenda Funil) ao bairro Guanabara, em Campinas, a fazenda Santa Genebra foi hipotecada pelo Governo Estadual, e posteriormente adquirida através do leilão pelo também fazendeiro senador Luiz de Oliveira Lins Vasconcellos e comprada posteriormente pelo seu irmão o banqueiro Cristiano Osório de Oliveira, pai do Sr. José Pedro de Oliveira casado com D. Jandyra Pamplona de Oliveira, ambos falecidos. José Pedro de Oliveira faleceu vitimado por tuberculose pulmonar, em 1.935 , pois passava noites caçando pequenos animais na Mata de sua fazenda Santa Genebra.

  • Família de Barão Geraldo de Resende

Irmãos

Barão Geraldo tinha como irmãos: o Barão de Rezende (Estevão Ribeiro de Souza Rezende) e o 2º Barão de Valença (Pedro Ribeiro de Souza Rezende). Todos tinham por coincidência o mesmo brasão do titulo nobiliárquico de barão. Além dos irmãos: Barão de Rezende e Barão de Valença, Barão Geraldo de Rezende era irmão do Barão de Lorena (Estevão Ribeiro de Rezende) e de Luiz Ribeiro de Souza Rezende, capitão da Guarda Nacional e Cavalheiro Imperial. Tinha como tios pelo lado materno: o Barão de Limeira (Vicente de Souza Queiroz) e o Barão Souza Queiroz (Francisco Antonio de Souza Queiroz), ambos filhos do Brigadeiro Luiz Antonio de Souza.

Pais

O pai do Barão Geraldo, Marquês de Valença, Por Decreto de 11.04.1812, foi-lhe concedida a licença para casar. Por esta ocasião a pretendente tinha apenas 7 anos de idade e o pretendente, curiosamente, 35 anos de idade, cinco filhos naturais, legitimados e, dois deles, nascidos depois desta licença. Casado em São Paulo, por volta de 1819, com ILÍDIA MAFALDA DE SOUZA QUEIROZ, nascida a 14.05.1805, batizada a 09.06, conforme o registro do Livro 10 da Sé ( São Paulo), fls. 35. Era filha do brigadeiro Luiz Antônio de Souza Queiroz, fidalgo português residente em São Paulo (que chegou a ser considerado como a maior fortuna da província de São Paulo) e de Genebra de Barros Leite falecida em Lisboa em 1836; Ilidia Mafalda de Souza Queiroz faleceu a 24 de julho de 1877, no Rio de Janeiro – RJ. Foi sepultada no dia seguinte na Capela de sua família, no Cemitério de S. Francisco de Paula (Catumbi) – (colaboração Regina Cascão Vianna e Dr. Sergio de Freitas).

  • História

O antigo bairro Barão Geraldo, além de já ter tido um cinema (sala de projeção), que ficava atrás do atual Cartório de Barão Geraldo, e um salão de bailes (hoje uma pizzaria na Rua Horácio Leonardi- centro do distrito), um coreto musical, teve também um mini zoológico. O zoológico de Barão Geraldo tinha leões, pássaros de diversas espécies, e outros animais exóticos. O mini zoológico pertencia ao Sr. Anízio Abrahão e ficava na av. Santa Izabel, onde atualmente funciona a Casa Paulo – vidros e molduras e um estacionamento. O mini zoológico foi extinto no início dos anos 80.

Atualmente, Barão Geraldo é um dos quatro distritos pertencentes à cidade de Campinas, no estado de São Paulo.

Situado a doze quilômetros da área central do município de Campinas, pela Rodovia General Milton Tavares de Souza (Tapetão), esse distrito é famoso por ser um centro tecnológico, sediando importantes instituições públicas e privadas, como a Unicamp, FACAMP, Puccamp, Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), Laboratório Nacional de Luz Síncroton (LNLS), além de importantes centros hospitalares como o Hospital de Clínicas da Unicamp, Sobrapar, e o Centro Boldrini, referência mundial no tratamento do câncer infantil.

No distrito, localiza-se o pólo de alta tecnologia da cidade, formado pelas instituições de pesquisa acima citados, além de grandes indústrias ligadas ao ramo de alta tecnologia, notadamente nos ramos de informática (HP e IBM) e de telecomunicações (Lucent, Motorola e Siemens).

Companhia Agrícola

A Companhia Carril Agrícola Funilense, que como o nome diz, tinha o propósito de transportar produtos agrícolas da região do Funil através de “carris” (trilhos) de ferro, foi fundada em 24 de Agosto de 1.890, e teve o Barão Geraldo de Rezende como primeiro presidente da Companhia. Além do Barão Geraldo de Rezende, havia os sócios: Luciano Teixeira Nogueira, José Paulino Nogueira, José Guatemozim Nogueira, Artur Nogueira, dentre outros. Os incorporadores, João Manoel de Almeida Barbosa¸ Francisco de Paula Camargo e José de Salles Leme. O objetivo da ferrovia era fortalecer a economia cafeeira e canavieira da região, como a Usina Esther ( localizada na atual cidade de Cosmópolis), os núcleos coloniais e as fazendas e lavouras do norte de Campinas, fazendo o escoamento da produção através de ferrovias, pois o transporte era feito por tração animal ( carros de boi) e em estradas precárias comprometendo a produção do açúcar e do café. Os Nogueiras conseguiram o apoio de Albino José Barbosa de Oliveira e do próprio Barão Geraldo de Rezende para a construção desta Ferrovia. O contrato da companhia carril Funilense era de risco, e a principal exigência deste contrato era caso os proprietários e responsáveis pela ferrovia não conseguissem saldar as dividas contraídas com o Estado, perderiam a posse da linha férrea que serviria como forma de pagamento desta divida (hipoteca).

Os trilhos da Companhia Carril Agrícola Funilense, começavam no bairro Guanabara, em Campinas, passavam bem na área central e bairros do atual distrito de Barão Geraldo (atrás da churrascaria Trevisan, acesso ao Terminal de ônibus, Praça 30 de dezembro, rua Maria Luiza Buratto Pattaro, canteiro central das ruas José Martins e Manoel Antunes Novo, lateral da rua José Martins, seguia até a Domasa-04 (Sanasa), na Vila Santa Isabel), passava pelo Bairro Betel (atualmente pertencente ao município de Paulínia), também na área central da cidade de Paulínia (seguia pela av. José Paulino, e onde estava a estação rodoviária, no centro desta avenida, era o local exato da estação ferroviária – Estação José Paulino da Companhia Funilense) e os trilhos continuavam até chegar na cidade de Cosmópolis, passando antes pelo bairro João Aranha, em Paulínia. A estação da fazenda Funil, atual cidade de Cosmópolis, era denominada de Barão Geraldo de Rezende. Os trilhos da Companhia Carril Agrícola Funilense foram inaugurados somente em 18 de setembro de 1.899. As várias estações ao longo do percurso desta ferrovia foram recebendo nomes de diretores e membros da própria Companhia: “Barão Geraldo de Rezende” ( em Cosmópolis) , “José Paulino Nogueira” ( em Paulínia), “João Aranha”, “José Guatemozin Nogueira” e “Artur Nogueira”, dentre outras que levaram o nome da fazenda onde estavam situadas: “Santa Genebra” ( atual distrito de Barão Geraldo), “Deserto” ( Bairro Betel, em Paulínia) , “Santa Terezinha” e ” Engenho”. Obviamente, os bairros onde estavam essas estações foram sendo conhecidos pelos mesmos nomes. Esta ferrovia nunca deu lucro, somente acumulou prejuízos, levando o Barão Geraldo e os outros sócios a completa falência.

A linha férrea, que atravessava o centro do atual distrito de Barão Geraldo, pertenceu a Cia. Carril Funilense de 1899 até 1.921, depois foi vendida a Cia. Estrada de Ferro Sorocabana que assumiu esta ferrovia de 1921 até 1.962. Em 1962 a linha férrea foi extinta e os trilhos foram arrancados sem deixar vestígios por onde passavam. A linha férrea ia de Campinas, até a estação de Pádua Sales nas margens do rio Mogi-Guaçu (estação final). O Ramal ferroviário, denominado de Pádua Salles (entre as duas estações de Campinas a Pádua Sales), contava com 93 quilômetros de extensão. A Estação Santa Genebra passou a se chamar de Estação Barão Geraldo, após a morte do Barão Geraldo de Rezende, em 1 de outubro de 1.907. Interessante mencionar que quando havia quermesse em Barão Geraldo, ou seja, festa em louvor a Santa Izabel, os maquinistas da Maria Fumaça da Estrada de Ferro da Sorocabana ( antes Cia Estrada de Ferro Funilense), estrada esta que passava ao lado da antiga capela (já demolida, atual agência do Banco Banespa), eram avisados pelos chefes das estações anteriores para diminuírem a marcha e apitar constantemente antes de chegarem com suas locomotivas, próximas a capela de Santa Izabel em Barão Geraldo, pois assim, o povo não corria o risco de ser atropelado ou de se assustar com a passagem da locomotiva a vapor apelidada de ” Maria Fumaça” . Além de sofrerem queimaduras, pois a locomotiva emitia fagulhas e vapor por onde passava.

  • Lenda do Boi Falô

A Lenda

A lenda que originou a festa teve início na época da escravidão no Brasil, e conta a história de um escravo que trabalhava na Fazenda Santa Genebra, uma das maiores da região. Num dia santo de guarda, o capataz da fazenda lhe ordenou um transporte de cereais para a cidade, em carro de boi, mas o escravo relutou em obedecer, movido pela fé. Mesmo assim, contrariado por trabalhar num dia santo, por medo e humildade, o escravo obedeceu. Ao atrelar os bois, um dos animais recusou-se a seguir, e o capataz, enfurecido, açoitou violentamente o escravo. Repentinamente, o boi dobrou as patas dianteiras e disse, de forma aterrorizante: “Hoje é o Dia do Senhor”! O capataz, diante da cena, ajoelhou e se penitenciou de seus atos. O escravo açoitado morreu como mártir, e passou a proteger os que a ele recorrem.

Outra versão da lenda, mais popularizada, nos conta que o escravo Toninho, forçado a trabalhar numa Sexta-feira Santa, obedeceu e, chegando ao pasto o boi olhou para ele e disse: “-Toninho, hoje não é dia de trabalhar, hoje é dia de se guardar“. O escravo correu e contou o que havia sucedido e, naquele dia, ninguém trabalhou. O Barão, que era homem descrente, virou rezador e Toninho virou escravo doméstico, trabalhando dentro da casa até sua morte, quando foi enterrado ao lado do Barão Geraldo de Rezende, por seus serviços prestados à família.

A Festa

Há controvérsias sobre a data exata da festa, pois enquanto alguns defendem ser a Sexta-feira Santa, outros defendem ser 6 de agosto, dia do Senhor Bom Jesus. A Festa do Boi Falô foi legalizada pelo governador Mário Covas, e passou a ser comemorada na Sexta-feira Santa, geralmente com uma macarronada que é oferecida a todos os habitantes da região.

  • Agostinho Pattaro

O Sr. Agostinho Pattaro, filho do Sr. Jerônimo Pattaro, foi o primeiro morador a lotear as terras de sua chácara em Barão Geraldo, no ano de 1.943, seguido pelo Sr. Luiz Vicentin em 1.947. Hoje este primeiro loteamento se chama Vila Agostinho Pattaro e compreende suas divisas desde a Escola Barão Geraldo de Rezende seguindo pela Av. Santa Izabel até as proximidades do Parque Residencial Burato e Recanto Yara.

O loteamento do Sr. Luiz Vicentin é o atual centro de Barão Geraldo, compreendendo a Igreja Matriz, salão paroquial, supermercado, bancos, lojas, papelarias etc. Depois vieram os loteamentos da Vila Santa Izabel, logo após do Sr. Manoel Antunes Novo, atual vila D. Ninoca (apelido de: Maria Ferreira Antunes, sua esposa), loteamento do Sr. Modesto Fernandes ( atual Vila Modesto Fernandes), Luiz Pattaro ( atual Vila Luiz Pattaro), formando a área central do distrito de Barão Geraldo e bairros periféricos como a Vila Santa Izabel e Jardim América. Essa era a configuração da planta do distrito de Barão Geraldo em 1.954, primeiro ano da condição político-administrativa de distrito de Campinas.

O aparecimento da Vila Luiz Pattaro em algumas planta do distrito de Barão Geraldo aparece no inicio dos anos 60. A planta do distrito de Barão Geraldo em 1.954 possui os seguintes bairros: Vila Agostinho Pattaro, Vila Luiz Vicentin, Vila Modesto Fernandes, Jardim Mokarzel, Vila D. Ninoca, Vila S. João, Vila Santa Izabel e Jardim América. Também foi o doador do terreno onde funciona hoje a Escola Estadual Barão Geraldo de Rezende, centro do distrito, antes Grupo Escolar Agostinho Pattaro (não confundir com EMEI Agostinho Pattaro). A saudosa dona Jandyra Pamplona de Oliveira, então proprietária da Fazenda Santa Genebra, viúva do Sr. José Pedro de Oliveira, doou o terreno para a construção do Grupo Escolar José Pedro de Oliveira, hoje Escola Estadual com a mesma denominação em homenagem ao ilustre cidadão.

  • Luiz Vicentin

O Sr. Luiz Vicentin, imigrante italiano da província de Treviso ( norte da Itália) e filho do Sr. Ângelo Vicentin e Antonia Avancini, casado em 1.916 com Catharina Signori, era uma pessoa bondosa e honrada. Ele foi o doador do terreno para a construção da Igreja Matriz de Santa Izabel, na Rua Benedito Alves Aranha – arruamento Luiz Vicentin – centro de Barão Geraldo.

O Sr. Luiz Vicentin era leiteiro. A casa onde antigamente o Sr. Luiz Vicentin morou já foi demolida. Nesta casa funcionou por muito tempo a Casa de Repouso Bom Pastor, entidade que abriga os doentes de câncer, atualmente, funciona no Jardim Santa Genebra II, na Rua Fernando Caselatto. Esta casa do Sr. Luiz Vicentin foi cedida a entidade pela sua família e ficava quase ao lado Igreja Matriz de Santa Izabel, na Rua Ângelo Vicentin esquina com rua Luiz Carlos Meneghetti, centro de Barão Geraldo.

  • Curiosidades

  • O Senhor Anízio Abrahão, dono do extinto mini zoológico de Barão Geraldo, tinha uma jipe da marca Rural (Ford) , e toda vez que ele saia com esse veículo um corvo o acompanhava sobrevoando, servindo como seu “guarda-costas”. O corvo, na verdade, era o animal de estimação do Sr. Anízio.
  • A Lenda do Boi Falô é motivo de festa para muitos baronenses e para alguns políticos locais, atualmente, mas no passado era motivo para grandes discussões, principalmente, no futebol local. Quando os times de bairros vizinhos a Barão vinham jogar no campo de futebol era só falar em tom de piada ou provocação sobre a Lenda do Boi Falô (ou da Terra do Boi Falô) que aumentava as rivalidades dentro do campo e, principalmente, entre as torcidas.
  • No porão do antigo coreto musical, como não tinha local para prender os “brigões” e embriagados em Barão Geraldo, funcionava uma espécie de cadeia provisória até a polícia chegar. O coreto musical ficava entre as ruas Benedito Alves Aranha e Horácio Leonardi, no centro de Barão.
  • O ano da Inauguração do 7º Distrito Policial de Campinas em Barão Geraldo foi no ano de 1.977. Até então, a policia tinha que vir do centro da cidade de Campinas até Barão, para atender a alguma ocorrência de roubo, furto etc. O 7ª DP teve seu primeiro local na esquina da Av. Modesto Fernandes com Av. Santa Isabel, centro de Barão Geraldo.
  • O melhor sorvete da região de Barão Geraldo na década de 50 era feito pela Sra. Rosalina Maria José Pacci, ou simplesmente D. Rosa como era conhecida, esposa do Sr. Nicola (Nicolau) Pacci. A sorveteria da D. Rosa funcionava junto com o bar do seu marido, ambos ficavam na Av. Santa Izabel, onde hoje funcionam uma imobiliária, uma auto-escola e uma loja de cosméticos.
  • O melhor pão da região de Barão Geraldo era feito pelo Sr. Zumiro Fernandes, filho do saudoso Sr. Modesto Fernandes. A panificadora (ou padaria) do Sr. Zumiro Fernandes, a primeira em Barão Geraldo, funcionava onde é hoje uma loja de lustres e materiais elétricos na av. Santa Izabel, centro de Barão Geraldo. Barão Geraldo teve como um dos primeiros padeiros o Sr. Pedro Ghidotti.
  • O primeiro vereador eleito pelo bairro Barão Geraldo foi o senhor Guido de Camargo Penteado Sobrinho, comerciante local, proprietário do primeiro posto de combustível de Barão Geraldo ( Guido Shell). O Sr. Guido foi um dos principais responsáveis, ao lado do Sr. Hélio Leonardi e de outros cidadãos de Barão, pela elevação do bairro Barão Geraldo a distrito de Campinas em 30 de dezembro de 1.953.
  • O primeiro barbeiro de Barão Geraldo foi o Sr. Antonio Ferrari, que era sitiante local e, também, Subdelegado de Polícia do bairro. A barbearia do saudoso Sr. Antonio Ferrari funciona até hoje na Av. Santa Izabel no mesmo local, mas sob a propriedade do seu filho Argemiro Ferrari, ou “Mirão” como é popularmente conhecido. Argemiro Ferrari foi ex-jogador do Clube Atlético Barão Geraldo. Além da barbearia, Barão Geraldo tinha a farmácia Santa Terezinha de propriedade do saudoso Sr. Antonio Pierozzi (Seu Toninho), que atualmente funciona no mesmo local, mas sob direção do seu filho: Antonio Carlos Pierozzi, o conhecido “Cacá da farmácia
  • O primeiro time de futebol de Barão se denominava: Clube Atlético Barão Geraldo, fundado pelo Sr. Helio Leonardi e pelo seu irmão Orfeu, que era alfaiate, em 1.935, tendo o chefe da estação ferroviária de Barão Geraldo, Sr. Benedito Alves Aranha, como primeiro presidente.
  • O Sr. Hélio Leonardi, filho do Sr. Horácio Leonardi, foi o primeiro Juiz de Paz de Barão Geraldo, função que exerceu durante 32 anos de 1.954 a 1.986. O Juiz de Paz tem a prerrogativa legal de celebrar os casamentos realizados em um Cartório de Registros Civis, serviço não remunerado. O Sr. Helio Leonardi também era ferreiro. A ferraria da família Leonardi ficava na atual Pizzaria e Bar Santa Fé, na av. Albino J. B. Oliveira, próxima a agência do Banco Santander.
  • A primeira instalação de energia elétrica em Barão Geraldo ocorreu em 1.935, por iniciativa particular de algumas famílias, precisamente no dia 6 de agosto daquele ano, a primeira luz era acendida na então antiga vila. Somente em 1.950 a energia elétrica chegou a toda população do já bairro rural. Em 1.963 a água encanada chega em Barão. Quanto ao primeiro telefone, existia no armazém ( ou venda) da Família Mokarzel (telefone que funcionava com o famoso giro da manivela) instalado em 1.935, aproximadamente. Mais tarde a família Mokarzel vendeu esse armazém com o telefone para a família Martins (que o denominou de Armazém São José) em dezembro de 1.950. O Armazém onde ficava o primeiro telefone em Barão Geraldo, atualmente, é uma loja de móveis planejados na Av. Albino J. B. Oliveira, atrás da agência do banco Banespa.
  • Em dezembro de 1.954 era instalado em Barão Geraldo, já como distrito de Campinas, o Cartório de Registros de Pessoas Naturais, tendo o Sr. Guido de Camargo Penteado Sobrinho como escrivão e oficial maior, mais tarde sucedido pela sua filha, que permanece até hoje como Oficial Maior do Cartório de Barão Geraldo. Interessante colocar que o saudoso Sr. Guido de Camargo Penteado era uma pessoa de muito estima no distrito, e morou por algum tempo no antigo armazém da Estação Ferroviária de Barão Geraldo, reformado para esta finalidade. O antigo armazém, hoje, fica atrás do Centro de Saúde de Barão Geraldo e é ocupado por uma Editora, no passado era onde o Sr. Guido Camargo fazia projeção de filmes para a população de Barão Geraldo.
  • O local da primeira Escola em Barão Geraldo foi na Estação Ferroviária da Companhia Estrada de Ferro Sorocabana ( ou Estação de Barão Geraldo, como era conhecida), que fica hoje ao lado do Terminal de Ônibus de Barão. A escolinha funcionava de forma muito precária e não oficial.
  • A primeira Professora do povoado de Barão Geraldo se chamava Sra. Alzira Aguiar de Oliveira Aranha . Dona Alzira era a esposa do chefe da Estação Ferroviária de Barão Geraldo, Sr. Benedito Alves Aranha. Senhora boníssima e de altíssimo respeito, todos no bairro a respeitavam como professora e como pessoa de moral elevada.
  • No local do atual escritório da empresa prestadora de serviços de construção civil – SOSINIL – na Av. Albino J.B. Oliveira, próximo ao Terminal de Barão, funcionou durante muito tempo a antiga Escola Mista de Barão Geraldo, quando Barão Geraldo era somente uma pequena vila. Esta escolinha funcionava em um imóvel alugado pela Família Mokarzel para tal finalidade. Antes esse imóvel pertencia ao Senhor Benedito Alves Aranha. A escolinha de Barão Geraldo funcionava também na propriedade da família Martins, Armazém São José.
  • A primeira Escola oficialmente reconhecida em Barão se chamava ESCOLA MISTA DA ESTAÇÃO BARÃO GERALDO, mais tarde mudaria para Grupo Escolar de Barão Geraldo, em 1.952, mudando em 1.958 para Grupo Escolar Agostinho Pattaro (no local, da atual Escola Barão Geraldo de Rezende). Funcionou por pouco tempo com a denominação de Grupo Escolar Agostinho Pattaro, voltando a ser chamada Grupo Escolar Barão Geraldo e depois Grupo Escolar José Pedro de Oliveira. O Grupo Escolar José Pedro, hoje Escola Estadual José Pedro de Oliveira, funciona próxima ao Terminal Rodoviário de Barão Geraldo. Até hoje essas mudanças de nomenclatura geram muita confusão, principalmente aos ex- alunos que estudaram no mesmo prédio da Escola Estadual Barão Geraldo ( antes, Ginásio Estadual). A documentação dos ex- alunos do Grupo Escolar Barão Geraldo está nos arquivos da Escola Estadual José Pedro de Oliveira.
  • Funcionava uma escolinha na antiga Colônia Xadrez, entre as ruas Vitorino Ferrari e José Martins na vila Santa Izabel, e tinha como professora a Senhora Antonieta Ladeira, uma abnega senhora. Este barracão onde funcionava a escolinha nas décadas de 30 e 40, não existe mais, tendo sido demolido em 2004.
  • O funcionamento do curso colegial, hoje ensino médio, em Barão Geraldo ocorreu somente em 1.975, na E.E. P.G. Barão Geraldo de Rezende, que passou então a se chamar E.E. P.S.G. (Escola Estadual de Primeiro e Segundo Graus) “Barão Geraldo de Rezende”. Hoje a denominação desta escola, que completou 40 anos em 29 de outubro de 2.002, é Escola Estadual Barão Geraldo de Rezende, centro do distrito de Barão Geraldo. É de se ressaltar a figura ilustre do Sr. Lazaro de Campos Faria ( Sr. Faria) para o funcionamento do 2ª grau em Barão Geraldo, na Escola Barão Geraldo de Rezende
  • A primeira linha de ônibus ligando Barão Geraldo a Campinas ocorreu em 1.968. Antes Barão Geraldo era atendido por uma única linha que ligava a cidade de Campinas a cidade de Cosmópolis e passava pelo distrito, em direção à Paulínia.
  • A primeira ligação entre Campinas e Barão, por via asfáltica, ocorreu em 1.958, hoje esta ligação é apelidada de “tapetão”. O “tapetão” é uma rodovia bastante perigosa, devido a alta velocidade dos veículos que por ela trafegam. A Rodovia que liga Campinas as cidades de Paulínia e Cosmópolis e passa por Barão Geraldo é denominada de: General Milton Tavares de Lima.
  • A primeira agência bancária em Barão Geraldo foi a do Banco Intercontinental do Brasil em 1.963. Antes da agência bancária o local era ocupado pela capela de Santa Izabel, que foi demolida no inicio dos anos 60. Atualmente, funciona a agência do banco Santander.
  • O primeiro padre da recém criada paróquia de Barão Geraldo em 1.963 se chamava padre Livio Gabrielli. O padre Livio era italiano da cidade de Arezzo na Região Toscana, centro da Itália. Foi Pároco de 15 de setembro de 1.963 à 15 de setembro de 1973, quando foi sucedido pelo padre Gilberto Edson Schneider, conhecido como “Padre Giba”, que foi pároco de Barão Geraldo de 16 de setembro de 1973 à 7 de março de 1981. O padre Gilberto foi sucedido pelo padre Jacinto Domene Martins, pároco de 20 de março de 1.981 a 29 de junho de 1983. O padre Jacinto foi sucedido pelo padre Ercílio Turco, hoje bispo da diocese de Osasco (SP), Dom Ercílio Turco, no período de 30 de junho a 27 de janeiro de 1987, sucedido depois pelo padre Paulo Crozera de 28 janeiro de 1.987 a 20 de janeiro de 1997. O padre Paulo Crozera foi sucedido pelo padre Julio César Calusni pároco de 1º de fevereiro de 1997 a 29 de setembro de 2001. Atualmente a paróquia de Santa Izabel, em Barão Geraldo, formada por nove comunidades, é chefiada pelo padre José Luiz Araújo desde 30 de setembro de 2001. Interessante relatar que foi durante a direção da paróquia pelo padre Gilberto Schneider que foi construído o Salão Paroquial da Matriz Santa Izabel em 1.976/77, parte desta construção adveio da doação em dinheiro de algumas famílias baronenses e de quermesses da Festa de Santa Izabel. Na direção do Padre Paulo Crozera a atual Igreja de Santa Izabel tem sua primeira reforma completa, tornando-a maior e mais bonita, e com novas acomodações. No inicio da construção da Igreja de Santa Izabel na Rua Benedito Alves Aranha, houve grandes doações da Industria Rhodia Química e Têxtil de Paulínia, no lançamento da pedra fundamental da Igreja de Santa Izabel em 1.962/1.963, estiveram presentes os Engenheiros da Rhodia Química: Lucian Genevois e Louis Saux.
  • Convento das Irmãs Carmelitas (Carmelo) que está localizado no final da rua Luiz Vicentin, próximo a divisa do Jardim Independência, funcionava antes na rua Uruguaiana no bairro Bosque, em Campinas.
  • Existia um oratório na rua Jerônimo Pattaro, defronte a atual Congregação Cristã no Brasil, templo evangélico. Esse oratório era conhecida como ‘Santa Cruz’ e tinha várias imagens de santos católicos, algumas delas semidestruídas. O oratório foi demolido há muitos anos sem deixar quaisquer resquícios de sua existência. Mesmo antes de essa rua ser asfaltada.
  • Barão Geraldo recebeu a visita ilustre da Rainha da Inglaterra, Elisabeth II em 1.968. A Rainha ficou hospedada na fazenda Estância Santa Eudoxia, próxima ao bairro Guará. O Imperador do Japão também esteve em visita a Colônia Tozan, que pertence ao território de Barão Geraldo.
  • O primeiro presidente da republica a visitar o então distrito de Barão Geraldo foi o Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco em 1.966, para lançamento da pedra fundamental da Unicamp – Universidade Estadual de Campinas.
  • Já o então presidente da republica: General Emilio Garrastazu Médici esteve de passagem por Barão Geraldo quando da Inauguração da Replan (Refinaria do Planalto) da Empresa de Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobrás, em Paulínia em 1.972.
  • O maior bairro em extensão territorial de Barão Geraldo, nos anos 40 até inicio dos anos 70 se chamava bairro Xadrez. O antigo bairro Xadrez englobava as propriedades agrícolas onde atualmente estão os bairros: Real Parque, Jardim São Gonçalo, Bosque de Barão Geraldo, Residencial Terra Nova, Parque Ceasa, Jardim Independência, Jardim América, Chácara Recreio Uirapuru e Chácara Recreio Barão, Residencial Burato, condomínio Bairro Alto, Moradia Estudantil da Unicamp e parte da Vila Santa Isabel, além da Rodovia Campinas Paulínia que passa por Barão Geraldo, da antiga Empresa Agrícola Cargill (depois Monsanto) e chácaras existentes na Av. Dr. Eduardo Pereira de Almeida.
  • Os donos das propriedades agrícolas que ficava ao longo da rua do Xadrez, hoje Rua Gilberto Pattaro e Av. Dr. Eduardo Pereira de Almeida, as chamavam por “LOTE”. Os proprietários muitas vezes não moravam nestas propriedades agrícolas e tinham suas casas no centro de Barão Geraldo ou no bairro Vila Nova em Campinas. Muitos diziam que iam ao “sitio”, apesar dos mesmos já serem loteados, tal era o saudosismo que possuíam.
  • A estrada de José Paulino, que ligava Campinas a Paulínia passava no centro de Barão Geraldo, parte desta estrada hoje se chama av. Santa Isabel. Em algumas plantas antigas do distrito aparecem ainda como Estrada de Paulínia – SP 332.
  • A Estrada das Jaqueiras passou mais tarde a se chamar rua do Xadrez e atualmente é denominada Rua Gilberto Pattaro e av.dr. Eduardo Pereira de Almeida. Chamava-se de Estrada das Jaqueiras porque no final da mesma, na atual entrada do bairro Real Parque, tinha duas enormes jaqueiras. O interessante é que a rua do Xadrez (atual rua Gilberto Pattaro) os postes de transmissão de energia elétrica que era levada para as chácaras/sítios ao longo desta rua, ficavam no meio da mesma, quando ainda não era asfaltada e não se tem noticia de que algum veiculo tenha colidido com os postes naquela época.
  • O Bairro Barão Geraldo antes de ser distrito do município de Campinas em 30 de dezembro de 1.953, pertencia ao distrito de Santa Cruz, que compreendia quase toda a Região Norte de Campinas. Os nascimentos, casamentos e óbitos dos colonos das Fazendas da região de Barão Geraldo eram registrados no Cartório do Distrito de Santa Cruz, que funcionou no final do século XIX e inicio do século XX na rua Dr. Quirino, centro de Campinas. Atualmente, o Cartório Santa Cruz (2º Cartório de registros civis) funciona na rua Delfino Cintra, próximo a Maternidade de Campinas.
  • A inauguração de um grande supermercado em Barão Geraldo aconteceu em 1.975, Supermercado Barão de propriedade da Família Antonioli. Antes disso, havia a existência de várias “vendas” (Armazéns ou Mercearias) no centro de Barão Geraldo, tais como Armazém do Sr. Paulo Lanza, Armazém São José da Família Martins (que antes pertencia aos irmãos Mokarzel), do Sr. Salomão Mussi ( sogro do Sr. Guido de Camargo Penteado Sobrinho). Uns dos primeiros Armazéns (venda) em Barão Geraldo pertencia ao Sr. Francisco de Barros Filho, conhecido por “Chiquito”. Havia um mini mercado na Vila Santa Izabel que pertencia ao Sr. Benito Hernandez (ex mordomo da sede da Fazenda Rio das Pedras) até o final da década de 70, onde se encontra hoje uma academia de ginástica, na rua Luiz Vicentin Sobrinho. O Senhor Benito é proprietário do Bar e Restaurante Aulus, em frente ao balão da Av. Professor Atílio Martini (Av. Dois) que dá acesso ao Siarq da Unicamp.
  • A Inauguração do Terminal de Ônibus de Barão Geraldo aconteceu em 10 de Novembro de 1.985. O terminal foi inaugurado pelo saudoso Dr. José Roberto Magalhães Teixeira, então prefeito de Campinas.
  • O primeiro campo de futebol de Barão Geraldo ocupava a atual quadra compreendida entre as ruas: Luiz Vicentin (rua do Terminal e do 7º DP), Francisca Rezende Merciai (rua do posto de atendimento da Sanasa), e Horacio Leonardi (rua das Galerias e dos Bancos do Brasil e Bradesco) e uma das traves do gol ficava onde é hoje uma Galeria de Lojas. Além deste campo de futebol, havia, também, um campo de boccia (pronuncia-se: botchia) na av. Santa Izabel, onde atualmente funciona um varejo de frutas e verduras, e antes havia uma madeireira – Madeireira Santarém. O jogo de boccia é um esporte tipicamente italiano, trazido pelos imigrantes durante o colonato das fazendas. O atual Campo de Futebol no Centro de Barão Geralo, Praça Orestes Quércia, foi inaugurado em 14 de outubro de 1.974.
  • A área central do então povoado de Barão Geraldo era formado pelas propriedades dos senhores: Modesto Fernandes, Luiz Vicentin, Agostinho e Luiz Pattaro, José Martins e pela propriedade dos irmãos Mokarzel. Todas estas propriedades agrícolas foram adquiridas anteriormente do Senhor Plínio Aveniente, imigrante italiano. O Senhor Plínio comprou estas terras do Sr. Albino José Barbosa de Oliveira e depois as dividiu (loteou) em chácaras, dando origem à área central do bairro rural de Barão Geraldo. Mais tarde estas chácaras foram novamente divididas e vendidas pelos seus proprietários, formando os arruamentos e loteamentos do centro do bairro, hoje distrito de Barão Geraldo.
  • O ilustre Barão Geraldo de Rezende tem seu nome perpetuado no distrito que leva o seu nome. Barão Geraldo, também, é nome de uma escola pública estadual no centro do distrito. No bairro Guanabara, em Campinas, há a existência da rua Barão Geraldo de Rezende. Esta rua Barão Geraldo de Rezende é onde está localizada a fábrica de chapéus Cury. A rua Barão Geraldo de Rezende era a rua de entrada do antigo campo do Guarani Futebol Clube, conhecido também como “Estádio do Guarany (ou vulgo Pastinho) “.
  • O Barão Geraldo de Rezende mandou fazer uma avenida ligando a sede da sua fazenda Santa Genebra até o bairro Guanabara, em Campinas. Para evitar que o Barão e a Baronesa e os visitantes tomassem sol, nas laterais desta avenida foi plantado bambus com lírios no meio. Todas a autoridades nacionais e internacionais quando visitavam a sede da Fazenda Santa Genebra passavam por esta avenida de bambus, que ainda existe na Fazenda Santa Eliza – Centro Experimental de Campinas, pertencente ao Instituto Agronômico. Parte desta avenida de bambus pode ser vista até hoje em quase sua totalidade olhando por sobre a ponte Dr. Guilherme Campos no cruzamento da rodovia D. Pedro I com a rodovia Milton Tavares de Lima, vulgo “Tapetão”, tomando como referência a churrascaria Coxilha Grill, vê-se o bambuzal formando um caminho reto em direção ao bairro Guanabara. Dizem as más línguas da época, que o Barão Geraldo de Rezende construiu essa avenida de bambus para evitar ter que cruzar com o Sr. Albino José Barbosa de Oliveira proprietário da vizinha fazenda Rio das Pedras, ambos não eram muito cordiais um com outro, mas é somente especulação.
  • Havia um moinho de milho no inicio do século XX onde atualmente é o Colégio Rio Branco (antiga escola alemã) em Barão Geraldo. Neste moinho as pessoas que levavam o milho trocavam pelo fubá na mesma quantidade, isto é, em quilos. Este moinho pertencia a Família Pavan.
  • Personagens ilustres ou folclóricos

  • Agostinho Pattaro, sitiante e benfeitor do distrito.
    Albino José Barbosa de Oliveira ( filho) – “Sr. Binão” , Fazendeiro e grande Benfeitor de Barão
    Alzira de Aguiar Aranha – Primeira professora do vilarejo de Barão Geraldo
    Anízio Abrahão – Dono do Mini – Zoológico de Barão Geraldo – figura muito popular.
    Antonieta Ladeira professora do grupo escolar da antiga Colônia Xadrez ( atual vila Santa Izabel)
    Antonio ( Sr. Toninho) Pierozzi – Farmacêutico
    Antonio (Toninho) de Souza – sub-prefeito década de 80
    Antonio ” Viramundo” um dos primeiros moradores do Jardim América – Carroceiro da Fazenda Rio das Pedras.
    Antonio Ferrarri ( Tonin) – 1º barbeiro, subdelegado de policia e sitiante local
    Benedito Alves Aranha – chefe da Estação Ferroviária de Barão Geraldo
    Celeste Vicentin – Sacristão da antiga Capela de Santa Izabel (extinta)
    Diamantino Lico – Seu Tino – consertava bicicletas e tinha uma oficina na Av. Santa Isabel
    Durval Pattaro – funcionário de escola pública no distrito, filho de Agostinho Pattaro e Maria Luiza Buratto Pattaro.
    Francisco de Barros Filho – Seu ” Chiquito” – Dono de Armazém e inspetor de quarteirão em Barão
    Guido de Camargo Penteado Sobrinho, 1º vereador, comerciante, dono do 1º posto de gasolina de Barão Geraldo e sitiante
    Helio Leonardi – ferreiro e Juiz de Paz do distrito de Barão Geraldo, até 1.986.
    Irmãos Mokarzel ( Gibrael e Antonio) – donos de armazém ( Venda)
    Jaime Alves – lutador pelas benfeitorias do Distrito.
    João Buratto – colono da Fazenda Rio das Pedras e posteriormente sitiante.
    João Leme, leiteiro, açougueiro e depois jornaleiro.
    José Martins – sitiante e dono de armazém em Barão Geraldo
    Antonio José Vitachi – dono da beneficiadora de arroz e 1º cocheiro de Barão
    Juvenal – Pipoqueiro que vendia pipoca perto das escolas do centro do distrito, década de 70.
    Luiz Pattaro, sitiante e doador de terreno para construção da Escola de Barão Geraldo.
    Luiz Vicentin – leiteiro, chacareiro e benfeitor do distrito
    Manoel Antunes Novo – sitiante e pecuarista local.
    Modesto Fernandes – chacareiro e Benfeitor do distrito
    Nicola Pacci – um incansável batalhador por Barão Geraldo
    Olympio Pattaro – Subprefeito de Barão Geraldo na década de 70.
    Orfeu Leonardi – alfaiate local, irmão de Helio Leonardi.
    Padre Livio Gabrielli – primeiro pároco de Barão Geraldo (1963).
    Paulo Lanza – dono de Armazém, popular Vendinha – Centro de Barão Geraldo e ex-subprefeito do distrito de Barão Geraldo – década de 50.
    Pedro Ghidotti, padeiro
    Rosalina Maria José Pacci – Senhora que fazia sorvete nas décadas de 50/60

    Antonio (Toninho) “Carteiro”, ( já aposentado) com seu famoso assovio pelas ruas do distrito…
    Álvaro Antonio Vitacchi – ex- industriário da Gessy Lever e atual dono da “pastelaria Vitachi”
    (Av. Santa Isabel), filho do Sr. Antonio José Vitacchi.
    Argemiro Ferrari – Barbeiro e ex-jogador de futebol de Barão Geraldo, filho do saudoso Sr. Antonio (Tunin) Ferrari
    Francisco de Assis de Oliveira ( Seo Chico), um dos primeiros moradores do Jardim América – B. Geraldo.
    Lazaro de Campos Faria – Sr. Faria – atleta veterano ( corredor), ex – funcionário publico e ex-ferroviário, trouxe grandes benfeitorias para Barão Geraldo.
    Ton Geuer – holandês e famoso artista de Vitraux artísticos
    Vitorino e Eugenio Martins – ex- proprietários de Armazém em Barão Geraldo, e que retrataram Barão Geraldo.
    Zumiro Fernandes – ex-padeiro e ex – jogador de futebol, filho de Modesto Fernandes.
    Sr. Silvio Olivério – ex- ferroviário e atual morador da Antiga Estação de Barão Geraldo
    “Nuto” Tilli – fundador da Floricultura Campineira em Barão Geraldo
    Ari de Salvo – Ex- administrador da Fazenda Santa Genebra
    Benito Hernandes – proprietário do Restaurante e bar – AULUS – Cid. Universitária ex-mordomo da Fazenda Rio das Pedras.
    Atílio Vicentin – Ex- subprefeito de Barão Geraldo e idealizador da Festa do Boi Falô.
    Antonia de Salvo
    Antonia Vicentin Leonardi
    Maria Leonardi Pattaro

  • Sobrenomes de famílias nobres Baronenses

  • Adami
    Andreo
    Antoniolli
    Antunes
    Baldasso
    Barbieri
    Barbutti
    Barros
    Bonatto
    Botin
    Buratto (+ 100 a)
    Camargo Penteado
    Caselatto
    Dalbem
    Fantinatto
    Fernandes
    Ferrari
    Ferreira
    Fochi
    Furquin
    Geuer
    Grigol
    Lanza
    Leitão
    Leme
    Leonardi (+80 a)
    Maggi
    Martins (+80 anos)
    Meneghetti
    Meroni
    Miguel
    Moda (+80anos)
    Mokarzel
    Olivério
    Pacci
    Padovini
    Pattaro
    Pavan
    Pettirossi
    Pierozzi
    Ropelli
    Salvo
    Scavassi
    Signori
    Soprano
    Tilli
    Vicentin (+100a)
    Vitacchi

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