As “Matriarcas” e seus saberes começam jornada em Campinas

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A exposição Matriarcas sai da Estação Cultura e inicia uma jornada por Campinas itinerando por diversos espaços. O primeiro local é a Casa de Cultura Tainã, onde ocorreu a primeira roda de conversa do projeto – a qual originou a exposição a partir do mapeamento dos retratos das memórias, saberes, fazeres e a herança cultural da potência feminina. 

O projeto “Matriarcas”  é um mergulho no universo feminino da cultura popular e foi contemplado pelo Edital nº 26/2018 do Programa de Ação Cultural da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo.

Os imensos retratos das mulheres, impressos em tecidos, circulam por espaços fora da região central de Campinas e serão visitados pela população, por estudantes de escolas públicas e organizações não governamentais que se encontram próximos aos espaços de itinerância.

A abertura da exposição “Matriarcas” foi no dia 10 de agosto quando foi lançado o livro “Matriarcas – Retratos das Mulheres nas Culturas Populares e Tradicionais do Estado de São Paulo”.

A mostra reúne vários elementos simbólicos do universo feminino e a da cultura popular. As fotos nas dimensões 2,50 metros x 1,50 metro são impressas em tecidos que passaram por um trabalho artesanal de bordado, realizado por Martha Alves – ex-integrante do Urucungos. As fotos são acompanhadas de textos que narram um recorte da trajetória dessas mulheres. 

Entre conversas e saberes

Durante o decorrer do projeto, iniciado no final de 2018, a autora conversou com mulheres, comunidades e grupos, resultando  em 22 retratos, cerca de 600 imagens das atividades e mais de 20 horas de gravações. 

“O projeto reconhece a importância de trazer para a narrativa o ponto de vista de um dos segmentos mais invisíveis, anônimos e discriminados da sociedade brasileira: as mulheres, e dentro do segmento, dar a devida visibilidade às mulheres negras”, destaca a autora Fabiana Ribeiro, lembrando ainda das homenagens à “Vó Geralda” – mãe de TC Silva, da Casa de Cultura Tainã, que faleceu em 2018, aos 101 anos.  

Força matriarcal

Participaram das rodas de conversa os coletivos Caixeiras das Nascentes, Casa de Cultura Tainã, Comunidade Tradicional Senhora dos Ventos, Grupo de Dança Afro Oju Oba,Tabuleiro Ancestral, Ponto de Cultura Caminhos em Hortolândia, Comunidade Jongo Dito Ribeiro, Casa de Cultura Fazenda Roseira, Instituto Baobá de Cultura e Arte – Ponto de Cultura e Memória Ibaô, Urucungos Puitas e Quijengues.

Segundo Fabiana, foram retratadas 22 mulheres: Ana Miranda, Sinhá Rosário, Manô, Luiza e Maria Lúcia, Maria Angélica e Ivanir. 

Urucungos: Alessandra Ribeiro, Maria Alice Ribeiro, Jacinta Brito e Lúcia Castro, e Vera Zuin, da Comunidade Jongo Dito Ribeiro. 

Caixeiras das Nascentes:  Cristina Bueno e sua mãe Dolores Bueno; Mãe Iberecy, Adriana Gama e Marilene Honorato, do Ibaô.

Em Hortolândia: Mãe Eleonora, Mãe Eliana, Ernestina Estevam (Dona Tina) – mãe de Alceu Estevam e Rosa Pires – viúva de Mestre Alceu.  Todas tiveram seu registro fotográfico realizado. As rodas de conversas originaram documentários. 

União em Rede – Programa e Exposição se entrecruzam em programação conjunta  sobre patrimônio imaterial e homenagem a Matriarca Ana Miranda

A exposição também compõe a cenografia, responsável pela ambientação do programa de Web TV, exibido no dia 10. Todas as mulheres que participaram do ‘Batida de Ponto’ foram retratadas pelo projeto.

A  Casa de Cultura Tainã, espaço afro cultural que inspira a criação do Programa Cultura Viva e dos Pontos de Cultura, se transformará em um Estúdio de TV, tendo como apresentadora do programa Alessandra Ribeiro – mestra jongueira da Comunidade Jongo Dito Ribeiro e gestora cultural da Casa de Cultura Fazenda Roseira. Alessandra também é uma das matriarcas fotografadas.

 O programa reunirá as mestras e mestres da cultura popular, tradicional e de tradição oral, pessoas que atuam na proteção e transmissão do Patrimônio Imaterial em Campinas. Entre as mulheres retratadas pelo projeto estão Mãe Eleonora, Rosa Pires Sales,  e a homenageada da noite : Ana Miranda . Mestre Davi Rosa (Ponto de Cultura e Memória Ibaô), Mestre Tião Mineiro (Companhia de Santos Reis Ases do Brasil) e Benê Moraes (Grupo Savurú) completam o quadro das referências do Patrimônio Imaterial da cidade. 

O público poderá participar tanto nos estúdios da Tainã, quanto pela Internet e conferir apresentações artísticas e culturais, entrevistas, participações e falas que traçam um panorama atual sobre o Patrimônio Imaterial de Campinas e assistir ao vivo via socializandosaberes.net.br

Essa atividade integra as ações do Pontão de Cultura Areté TCC nº 24/2019 – recursos provenientes do convênio 813479/2014 para implementação da Rede Cultura Viva município de Campinas MC/SEC. CULTURA E PMC/SMCULTURA

Serviço
Matriarcas
Até 8 de setembro
Casa de Cultura Tainã
(Rua Inhambu, 645 – Vila Padre Manoel de Nóbrega, Campinas

De 12 de setembro a 10 de outubro
Casa de Cultura Itajaí
(Rua Benjamin Moloisi, 669 – Conj. Hab. Parque Itajaí, Campinas)
Abertura: 12 de setembro às 19h
Exibição do curta “Matriarcas”
Todas as ações são gratuitas
Visitas monitoradas e agendamentos para escolas e grupos:matriarcaspaulistas@gmail.com

Fonte: Assessoria de Imprensa

Álvaro da Silva Júnior

Jornalista, Fotógrafo e profissional de Marketing e Comunicação Integrada.

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